[Resposta postada em 26/09/2009,
Blog do Paulo Ferraz.]
Muito bom seu texto, Paulo. Mas será mesmo isso? Sem querer desmerecer o Marcelo, para mim o melhor participante de todos os tempos do BBB foi o Jean. Duvido muito que ele tenha se prestado a coisas que não fossem compatíveis com a sua dignidade (brincar de ventríloco? não creio).
O programa está entrando no décimo ano e eu já fui de crítica total (na 1a edição) a quase telespectadora habitual (na última).
Com muito cérebro (minha titulação deve servir pra indicar alguma coisa...), decidi que nesta edição queria ver qual era... Se não me chamarem, isso não quer dizer que o programa só esteja interessado em asneira... Pode indicar, simplesmente, que - por motivos vários - outros perfis de candidatura chamaram mais atenção? Não?
Já passaram pela casa pessoas com as mais diversas profissões, acho até chato a gente jogar todo mundo numa mesma sacola e sugerir que eram todos "burros" desse jeito....
Cada um, cada um. Cada um com seu mérito. Minha favorita no último programa, a Priscila, podia não ter uma formação acadêmica que impressionasse, mas rompeu em rede nacional alguns tabus importantes. Ver em 2a lugar com seu lá qtos milhões de votos uma mulher com atitude de Lilith (a 1a mulher de adão na mitologia, a proscrita, o súcubo) e não de Eva (a "culpada" pelos males do mundo, mãe, q se anula) me fez vibrar com o programa.
Se isso faz de mim uma pessoa fútil e vazia? Na superfície ou no fundo... assim não somos todos nós? Fúteis e vazios?
O fato é que a maior parte do mundo acadêmico se enche de empáfia e se acha melhor que os outros... Um programa cheio de intelectuais arrogantes não me interessaria nenhum pouco. Sinceramente.
Beijos,
Elenita Rodrigues (Doutora em Linguística)
vulgo Lena Bahirah (DJ e fútil... absolutamente fútil... Amém!)