Sexta-feira, Janeiro 01, 2010

Para o ano novo: Balanço e perspectivas


[Trilha sonora, aqui.]


2009 foi um ano bom. Ano de trabalho, ano de família, ano de amizade... Alguns problemas continuam aqui, fortes e latentes, mas como naquele filme que eu adoro tento me lembrar que "o doce nunca é tão doce sem o amargo..."

É ter fé. Fé de que no ano novo as coisas vão melhorar, fé de que no ano novo a gente vai melhorar... e ser uma pessoa melhor, mais humana, menos egoísta. Fé de que vai se respeitar e vai aprender a sentir menos culpa quando disser "não" a alguém que a gente ama, fé de que o mundo pode ser mais justo e mais igual pra todo mundo, fé de que o futuro vai ser colorido mesmo quando a gente se sente branco-e-preto... Fé.

O primeiro dia do ano traz pra gente esperança... e essa eu acho que é a grande magia. Esperança de recomeço. É como se cada um(a) de nós, não importa o quanto tenha errado (ou sido injustiçado) nos outros dias, tivesse a oportunidade do recomeço... e tem. Se viver é escrever sem borracha, o primeiro dia do ano traz pra gente uma folha nova pra pintar ou escrever conforme a nossa escolha....

Quero que 2010 seja o ano dos não-adiamentos... É agora que vivemos. É agora que a gente precisa se acertar com quem ama, é agora que a gente precisa começar a fazer o curso que quer, a dieta que quer, a mudança ou o financiamento que seja... Agora é hora de fazer tudo aquilo que a gente passou o ano dizendo que ia fazer e adiou.... E não importa muito se você ler este texto no dia primeiro ou dia 30. Agora é a hora. Porque é hoje, exatamente hoje, o nosso dia de ter alegria na vida...


Pequenos milagres acontecem todos os dias. Que nós saibamos reconhecê-los, aproveitá-los, agradecê-los. E que Deus esteja sempre conosco.

Amém.

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E foi então que, enquanto tentava achar uma foto antiga no arquivo, em um acaso afortunado, reli...





"Eu nunca fui uma moça bem-comportada. Pudera, nunca tive vocação pra alegria tímida, pra paixão sem orgasmos múltiplos ou pro amor mal resolvido sem soluços. Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo. (...) Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que quase me deixa exausta. Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo. Eu sei chorar toda encolhida abraçando as pernas. Por isso, não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa. Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar.... Eu acredito é em suspiros, mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis, em alegrias explosivas, em olhares faiscantes, em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente. Acredito em coisas sinceramente compartilhadas. Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma, no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo. Eu acredito em profundidades. E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos. São eles que me dão a dimensão do que sou." (M. de Queiroz)


Roubei porque parece meu.

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Quinta-feira, Dezembro 31, 2009

Quase 2010...

Espelhos

.... "Decepção é quando a gente quer demais, e cobra dos outros o que nos falta..."
Portas fechadas, é prosseguir. E trabalhar no nosso melhoramento, no melhoramento do nosso amor... "Derramar-se sem medidas, é melhor. Amor, só isso..."
A responsabilidade das pessoas é só delas. Mas são as escolhas que NÓS fazemos que ditam a vida que NÓS levamos....

Que amanhã o nosso dia venha inteirinho repleto de sol. E que a gente nunca perca a fé nas pessoas. Amém.

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[Girrasóis que contrastam com o céu. Ao som de Tori Amos, no incrível boys for pele, faixa 07.]

Quarta-feira, Dezembro 30, 2009

Irmã de alma

"Sou composta por urgências: minhas alegrias são intensas, minhas tristezas, absolutas. Me entupo de ausências, me esvazio de excessos. Eu não caibo no estreito, eu só vivo nos extremos. Eu caminho, desequilibrada, em cima de uma linha tênue entre a lucidez e a loucura. De ter amigos eu gosto porque preciso de ajuda pra sentir, embora quem se relacione comigo saiba que é por conta-própria e auto-risco. O que tenho de mais obscuro, é o que me ilumina. E a minha lucidez é que é perigosa (como dizia Clarice Lispector)."


Amigos e amigos, uma das melhores escritoras contemporâneas do Brasil... Marla de Queiroz.

Jerry Maguire

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Outro dia revi na tv, numa madrugada dessas, o filme Jerry Maguire. Eu sempre achei o Tom Cruise um cretino naquele filme e não sei porque me encanta tanto a história, já que acho que nunca conseguiria ter as mesmas atitudes sempre motivadoras e compreensivas da Dorothy. É esquisito. Na nossa sociedade, compreensão é confundida com fraqueza e quem gosta de parecer fraco? Deve ser por isso que admiro, em uma instância que nem compreendo, o papel da Zellweger naquele filme. Se a história fosse minha, eu teria mandado o Jerry para a puta que pariu logo no primeiro ato... ela arriscou mais do que eu. Ceder em algumas etapas, lidar com algumas construções de imagens que assassinam nosso ego inflado não são coisas muito facéis de fazer. Qual o limite entre ser uma bobona e pagar pra ver é uma coisa que quase nunca é clara. Sei lá do que eu tô escrevendo. Gostei das fotos das tulipas, presente da Dê no orkut, porque me sinto assim, com um quê de vermelho-eu-mergulho-fundo-sem-pensar-nas-consequências em meio a um mundo preto-de-ponderações-não-me -incomode-estou-muito-bem-aqui-na-minha-obrigada. O que vence? Mais uma vez as antigas metáforas de competição... No amor, ganha quem sabe se perder. Perde, quem se vicia.

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[Primeira postagem em maio de 2006.]

Terça-feira, Dezembro 29, 2009

"You got it bad."


Para K., com carinho. Que 2010 possa trazer o príncipe que você merece a você.

[Postagem original em 11/11/2007.]



Engraçado como as coisas acontecem às vezes. Assistindo ao fim de uma comédia em um dos canais abertos do telecine, acidentalmente apertei na tecla que faz a programação parar no último canal assistido, nesta noite, o da TNT. Conto isso só pra dizer que uma escorregada de dedo me fez assistir a penúltima cena de um filme que acho super ruinzinho, mas que hoje me disse tanta coisa....

A personagem da Cameron Diaz no filme é uma mulher linda e jogadora... na cena que eu menciono ela se dá conta de que nunca havia se relacionado verdadeiramente com ninguém e que isso a havia feito perder a história de contos de fadas com o mocinho do filme, interpretado por Thomas Jane. Filme com todos os esteriótipos possíveis, na cena em questão, ela - no meio de uma paquera em um bar - decide que já estava na hora de não ser mais babaca (pela dor que ela sentia pela perda do outro) e decide abrir o "seu coração" para um rapazinho que acabara de conhecer.

A música da cena, não sei ao certo por quê, a que está ao fundo quando a mocinha leva uma cortada daquele estranho no bar, eu não consigo parar de escutar... é ela que dá nome a este post. A expressão de Diaz quando a música do Usher começa a tocar é.... epifânica.

O que essa cena me diz?

Às vezes a nossa vontade de viver uma história incrível é tamanha que a gente outorga, transfere, atribui a responsabilidade do nosso roteiro ao primeiro imbecil que aparece dançando como um macaco na cena... Não sei se isso faz algum sentido, mas às vezes a "nossa hora perfeita" faz com que pessoas erradas pareçam perfeitas também....

De repente você se abre permitindo para que o que há de pior no mundo a encontre. Parece pessimista? Talvez sim. Mas é que às vezes a vontade de se apaixonar é tão grande... é tão grande a ponto de que é preciso reunir muita sabedoria para não começar a projetar tudo o que se deseja assim.... em cima de qualquer história que simplesmente não mereça.

É ter cuidado. Às vezes olho pra minha vida (não sei se é assim também com vcs) com uma fome de.... eu-acho-que-eu-quero-mais (e mereço). Mais é que tantas vezes já tivemos MAIS em uma hora que ainda não era a nossa. E é como se o tempo tivesse passado.... (sem nós.)


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[O mundo está cheio de gente, eu sei.... Mas é que de repente o mundo parece inteiro sem graça. Pessoas vem, pessoas vão e o meu mundo continua intacto. Sólido. Firme. E às vezes quando parece que vai ser avassalado por um tufão (e eu vibro com a expectativa de tempestades de vento e chuva) tudo se dissipa como um mormaço de tarde bem seca......]


Preciso de paixão como preciso de ar. Então respiro. Só rezo a Deus para que ele não faça com que a minha vontade de viver algo que seja extraordinário e muito maior que eu me faça me abrir pra histórias que simplesmente não mereçam.

(Acho que só estou confusa.)

Talvez isso não seja o começo de nada. Talvez seja só uma cena perdida. Mas talvez seja mais....

Amém.

Segunda-feira, Dezembro 28, 2009

Ela, Clarice

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Ganhei hoje do lindo do meu irmão livro que procurava há alguns dias "Clarice," (lê-se Clarice Vírgula), biografia da melhor escritora de língua portuguesa de todos os tempos. Clarice Lispector sempre leu a minha alma... Às vezes leio um trecho dela e paro, ensimesmada, voltada pra dentro, pensando em coisas que achavam eram só minhas mas que nem eram... Eu leio Clarice, mas o fato é que Clarice me "lê". Eu, Clarice... podia ser título do post. Recomendo demais pra você.

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“Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.
Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.”

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"Por te falar eu te assustarei e te perderei? Mas se eu não falar eu me perderei, e por me perder eu te perderia."

Sexta-feira, Dezembro 25, 2009

Sobre as calorias extras no natal

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Natal, né? Já viu? Sempre tem aquela coxa de peru, a farofa dos deuses, a salada maravilhosa de batatas, o chocottonne, a rabanada, as delícias da casa da vovó.... Resultado óbvio, a gente come muito, bebe mais ainda e acorda no dia seguinte tomando café da manhã com tudo o que ainda sobrou. Uns dois quilos de excesso. No mínimo.

E claro que bate lá pelo fim do dia a depressão, porque você pensa... ai, ai, e como eu vou mostrar essa bunda na praia hein? Tava indo tão bem na dieta! Mas logo é tomada tb pela reflexão mais que filosófica de uma perspectiva que incorporou acho que pelos idos de 2006... "A gente nasceu pra ser feliz. Vida é só essa mesmo e é pra gente ter alegria. Então se for pecar, aproveite."

Movida ainda pelo desejo de ir dar mais uma beliscadinha no pudim de leite com ameixas enquanto espero meu irmão para irmos juntos ao cinema, encontro afortunadamente em minha caixa de e-mails texto de Martha Medeiros. Presente da amiga Carol, que motiva com amizade e afeto. Reproduzo.

Que este natal sirva também para perdoarmos a nós mesmas, para nos aceitarmos e nos amarmos como somos, para queimarmos na fogueira todo e qualquer complexo que nos traga infelicidade.

Beijo de natal, boa leitura e, se quiserem, uma boa fatia de pudim de leite pra vocês.



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A mulher da página 194






Ela é loira e linda. Tem 20 anos. Modelo profissional. Saiu na última edição da revista americana Glamour ilustrando uma reportagem sobre autoimagem, e foi o que bastou para causar um rebuliço nos Estados Unidos. A revista recebeu milhares de cartas e e-mails. Razão: a barriga saliente da moça. Teor das mensagens: alívio. Uma mulher com um corpo real.

Não sei se Lizzie Miller, que ficou conhecida como a mulher da página 194, já teve filhos, mas é pouco provável, devido à idade que tem.

No entanto, quem já teve filhos conhece bem aquela dobrinha que se forma ao sentar. E mesmo quem não teve conhece também, bastando para isso pesar um pouco mais do que 48 quilos, que é o que a maioria das tops pesa. Lizzie não é um varapau — atua no mercado das modelos “plus size”, ou seja, de tamanhos grandes. Veste manequim 42, um insulto ao mundo das anoréxicas.

A foto me despertou sentimentos contraditórios. Por mais que estejamos saturados dessa falsa imagem de perfeição feminina que as revistas promovem, há que se admitir: barriga é um troço deselegante. É falso dizer que protuberâncias podem ser charmosas. Não são.

Só que toda mulher possui a sua e isso não é crime, caso contrário, seríamos todas colegas de penitenciária. Sem photoshop, na beira da praia, quase ninguém tem corpaço, a não ser que estejamos nos referindo a volume. Se estivermos falando de silhueta de ninfa, perceba: são três ou quatro entre centenas. E, nesse aspecto, a foto de Lizzie Miller serve como uma espécie de alforria. Principalmente porque ela não causa repulsa, ao contrário, ela desperta uma forte atração que não vem do seu abdômen, e sim do seu semblante extremamente saudável. É saúde o que essa moça vende, e não ilusão.

Um generoso sorriso, dentes bem cuidados, cabelos limpos, segurança, satisfação consigo próprio, inteligência e bom humor: é isso que torna um homem ou uma mulher bonitos. Aquelas meninas magérrimas que ilustram editoriais de moda, quase sempre com cara de quem comeu e não gostou (ou de quem não comeu, mas gostaria), são apenas isso: magérrimas. Não parecem pessoas felizes. Lizzie Miller dá a impressão de ser uma mulher radiante, e se isso não é sedutor, então rasgo o diploma de Psicologia que não tenho. Ela merecia estar na primeira página, mas, mesmo tendo sido publicada na 194, roubou a cena.

Que reação a foto causou em você? Repúdio ou alívio?

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Em tempo, eu, Elenita Rodrigues, sou fã da mulher da página 194. Visto o mesmo manequim que o dela (e isso antes do natal, pq hoje deve ser maior, devo ter engordado uns dois quilos!!! risos) e sou feliz... feliz. Ninguém precisa se matar pra parecer o que não é pra gente que nem gosta. A GENTE NASCEU PRA SER FELIZ. E tenho dito.





[Campanha publicitária, eu sei, mas a mensagem é belíssima. Porque toda menina merece se sentir bem com ela mesma. Amém.]

Quinta-feira, Dezembro 24, 2009

Natalina

[Fragmento de um texto maior postado, em 2007, aqui.]





"Eu não tinha nenhuma explicação para Laura. Eu não acho que haja uma explicação. Minha crença em Jesus não parece racional ou científica, mas ainda assim não havia nada que pudesse fazer para me afastar dessa crença. Acho que Laura estava procurando alguma coisa racional, porque ela acreditava que todas as coisas verdadeiras eram racionais. Mas não era o caso. O que quero dizer é que as pessoas realmente sentem isso. Amei, muitas pessoas amaram, mas o amor não pode ser cientificamente provado; nem a beleza. A luz não pode ser cientificamente provada, mas todos acreditamos na luz e com a luz vemos tudo. Há muitas coisas que são verdade mas não fazem nenhum sentido. Acho que um dos problemas de Laura era que ela queria que Deus fizesse sentido. Ele não faz. Ele não faz mais sentido pra mim do que eu faço sentido para um formiga."



Às vezes a gente sabe exatamente o que é certo. Mas é que é difícil, né? Muito difícil. Ninguém disse que seria fácil. (...) E às vezes dói. Bastante.

Deus não exige que sejamos perfeitos, mas exige que nos comprometamos com a nossa bondade, com o que há de melhor em nós. Nem sempre a gente vai acertar, mas é preciso que se tente. Valorizar o que for importante, ter fé, acreditar. Fazer a sua parte, se preparar pra chuva. Sempre e a cada novo dia. Com amor e perseverança no coração.



Amém.

Desafiando gigantes

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Ontem terminei de assistir a quarta temporada de Dexter. Sem querer atrapalhar com spoiler o seriado de ninguém, o fim foi totalmente surpreendente pra mim. Incomodou. Incomodou não apenas por romper um pouco a minha expectativa hollywoodiana (de finais felizes para tudo), mas principalmente por vender de maneira quase leviana a ideia de que diante do "destino" a gente não tem poder de intervenção. Eu discordo.
Hoje mais cedo no twitter "conversava" sobre isso com dois amigos. Fiquei com vontade de registrar aqui, o que havia postado lá. Acho que vale como elemento de reflexão.

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Surpreendente o final da quarta temporada de Dexter... Mas era ela quem precisava sofrer? =(

pura filosofia... mas determinismo em pleno séc. 21?! ah não... no fundo, a gente é exatamente aquilo que a gente ESCOLHE ser...

minha birra é a gente pegar esse discurso do "destino", cruzar os braços e achar q não pode intervir em nada.. e claro q pode!

qtas pessoas vc não conhece q (a despeito de o mundo dizer "vc não consegue") foram lá e conseguiram? livre-arbítrio muda tudo

Vc pode decidir ir para a direita, ou para a esquerda. A decisão é SUA e é ela que determina o que você vai encontrar lá na frente...

(Lembrando do morador de rua que estudava na biblioteca pública e passou no concurso do Banco do Brasil... Destino ou força de vontade?)

Terminando o argumento... Pode ser destino Deus mandar a chuva. Mas a escolha de arar o campo é SUA. E a consequência decorrente disso tb.

(Gente... acordei filosófica hoje.... risos...) Trechinho de filme e um feliz natal pra vcs! =)

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Terça-feira, Dezembro 22, 2009

E cadê o meu azul?

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[É possível sentir saudades de alguém que você ainda nem conheceu?]

De sensibilidades







E numa terça de chuva, com saudades de futuro, passeando pelo blog da Marla, encontrei...



"Fico pensando se não somos tão carentes ao ponto de não viver melhor sem alguém. E há tanto medo de não ser escolhido, e de ser escolhido e ser trocado, ou ainda de não ser escolhido totalmente, ou de escolher e viver achando que essa escolha é uma prisão. Mas eu lembro de nós dois, enquanto penso nisso tudo, do nosso pacto pelo total aproveitamento diário, essa liberdade quase imposta de saber-se poder ir embora quando não for mais tão essencial. Eu lembro que se estamos juntos é porque, todos os dias, ao acordar e nos olharmos tão frágeis, tão fortes, tão vulneráveis, tão entregues, nós fazemos novamente a escolha de ontem, e cumprimos o resto do dia alimentando esse 'estarmos juntos' com intensidade e delicadeza. Eu fico pensando nos nossos ajustes e na vontade que temos de sabedoria em meio a toda essa embriaguez da paixão. E acho que se esse ainda não é o caminho certo, pelo menos, é o mais bonito por enquanto. E o que me deixa mais inteira, a cada passo. E fico pensando enquanto avanço: eu amo construir a mesma estrada com você... Eu amo morar no teu abraço."





Ao som de Ryan Adams, Wonderwall, chovi.


Domingo, Dezembro 20, 2009

Algumas músicas que... Parte II

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Continuação da seleção musical que iniciei há algum tempo. A lista de hoje reúne algumas das músicas mais mulherzinhas (no sentido de serem mais para mulheres mesmo) dos últimos tempos... Aquelas que a gente escuta (ou escutou) antes de sair de casa pra se sentir muito diva ou depois que ter emputecido ou entristecido por qualquer motivo possível pra se sentir poderosa de novo....

[Para visualizar o post que deu início a esta série, clique aqui.]


  • Meredith Brooks -- Bitch (Versão original do CD aqui.)
Essa música foi tema do filme com o Mel Gibson, "O que as mulheres querem". Eu sempre cantei a plenos pulmões por causa da letra mais que qualquer coisa... Traduzindo assim ao pé da letra, pode parecer depreciativa ou qualquer coisa, mas acho que na verdade essa música fala de todas nós que às vezes morremos de medo e somos AS santas, e muitas outras vezes tocamos o f*da-se e pagamos pra ver com todo o risco que isso acarreta. Sem falar que ver uma mulher mandando bem na guitarra inspira né? Popzinho básico. Adoro.
  • Des'ree -- You Gotta Be (Versão original do CD aqui.)
Na época eu fazia inglês, e na escola tinha aqueles vídeos (vhs mesmo, que a gente pegava emprestado na biblioteca pra ver em casa) com letra e tradução na legenda. Essa me enchia de força... Tinha acabado de passar no vestibular e sido convidada pra ser bolsista do PIBIC, um programa pra estudante iniciante de pesquisa, que pagava uns 241 reais por mês... Usava quase todo esse dinheiro pra pagar o inglês nessa tal dessa escola. Só que eu não "combinava" com a escola... Estudante de escola pública a vida inteira, moradora da periferia, tímida e retraída, me sentia (e fui tratada como -- teve gente que parou de falar comigo qdo descobriu onde é q eu morava) menor que todos os outros que pertenciam a uma classe BEM diferente da minha. Foram épocas difíceis. Nessa época conheci uma das pessoas mais incríveis do planeta... Ai que saudade que eu tenho do Léo. Arquiteto, gay, assumidíssimo, me tratava de igual pra igual e me incentivava em tudo que podia... Lembro que na ocasião da visita do Fairclough ao Brasil (um prof. conceituadíssimo na minha área), eu queria preparar a apresentação da minha pesquisa em inglês... Fiquei na casa do Léo até tarde, ele traduzindo e treinando o texto comigo. Quando acabamos, texto pronto, cópias impressas, ele saiu do conforto do apartamento na 102 Sul (uma das quadras mais nobres de Brasília) e foi me levar lá no Gama (uns 35 km distante, na parte mais pobre da cidade). A música, a força que ela emana, marcou...
  • Kim Carnes -- Bette Davis Eyes (Versão com Gwyneth Paltrow, no filme Duets, aqui.)
Essa música canta um dos arquétipos femininos que marca um dos extremos. Canta a mulher poderosa, sua ferocidade, o desconforto que ela causa... Valoriza a sua força. Sempre que me sentia pra baixo e queria me sentir linda de novo, a canção era essa... Até hoje a canção é essa aqui. Porque se a gente não se amar, quem é que vai né? =))
  • Capital Inicial -- Fogo ( Versão acústica, aqui.)
Essa aqui é de 90% da população feminina brasileira... risos... Amiga, vai dizer que vc nunca se sentiu A MUSA dessa letra? Eu sempre achei que o Dinho tinha gravado pra mim.... risos.... Uma versão soft, lírica, apaixonada que oferece um pedestal para o poder da identidade da mulher que eu (e talvez tb vc) sempre quis ser....
  • Carly Simon -- Let the river run (Versão original, aqui.)
Música que conheci como trilha do filme "Uma secretária de futuro". A única cuja motivação pra eu gostar não foi exatamente a letra. Na verdade, o que faz a gente querer levantar a cabeça e esboçar uma reação é a personagem da Melanie Griffith naquele filme... PQP... ela representa a ousadia da mulher que arrisca tudo (e em certo momento perde tudo) pra conseguir alcançar o seu sonho... a Tess me inspira.... Já vi o filme umas quarenta vezes, sem qualquer exagero.... AMO!!! E me emociono todas as vezes.... risos.... [Tb que mulher não ia querer o Harrisson Ford naquele filme, lindo como ele era, preparando lanchinho pra vc em uma lancheira? rs... INSPIRADOR!rs]

  • Akon & David Guetta -- Sexy Bitch (Versão original, aqui.)
Essa está tocando nas rádios agora... e absolutamente BOMBA nas pistas! Gosto demais da batida dela (que faz a gente arrasar qdo dança, fala sério...rs)... Mais uma vez, como a primeira tem um b*tch nela, que pra mim não faz a menor diferença.... Vamos dizer assim que todas nós vivamos constantemente dois pólos... o da santa e o da profana.... Esta música é o tema da profana... Adorooooo :)



Eu sei que estou sendo injusta e esquecendo uma porção de músicas... Mas é domingo, meu cachorro tá aqui nos meus pés pedindo pra passear e eu acho que vou almoçar lá na vovó... Beijos, bom dia pra vcs e ARRASEM nesse domingo que é quase feriado :)

Se escutarem alguma música que inspire, postem aqui pra eu escutar depois... Cheiro! =*


Sábado, Dezembro 19, 2009

Martha Medeiros

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Conhecia textos dispersos da autora, mas nunca havia "sentado" para lê-la. "Doidas e Santas" é uma espécie de livro mantra. Daqueles que a gente carrega na bolsa pra reler os trechos que mais ama porque dão uma força absurda pra gente.

Como presente de ano novo, reproduzo um dos textos mais belos do livro... Recomendo. O texto, o livro, a obra, autora.

Por uma vida mais interessante. Para todas nós.

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E se eu lhe disser q estou com medo de ser “feliz pra sempre?” pergunta ao seu analista a personagem Mercedes, da peça “Divã”, que estreia hoje em Porto alegre.

É uma pergunta que vem ao encontro do que se debateu dias atrás num programa de tevê. O psicanalista Contardo Calligaris comentou que ser feliz não é tão importante, que mais vale uma vida interessante. Como algumas pessoas demonstraram certo desconforto com essa citação, acho que vale um mergulhinho no assunto.

“Ser feliz”, no contexto em que foi exposto, significa o cumprimento das metas tradicionais: ter um bom emprego, ganhar algum dinheiro, ser casado e ter filhos. Isso traz felicidade? Claro que traz. Saber que “chegamos lá” sempre é uma fonte de traqüilidade e segurança. Conseguimos nos enquadrar, como era esperado. A vida tal qual manda o figurino. Um delicioso feijão-com-arroz.

E o que fazer com as nossas outras ambições?

Não por acaso a biografia de Danusa Leão estourou. Ali estava a história de uma mulher que não correu atrás de uma vida feliz, mas de uma vida intensa, com todos os preços a pagar por ela. A maioria das pessoas lê esse tipo de relato como se fosse ficção. Era uma vez uma mulher charmosa que foi modelo internacional, casou com jornalistas respeitados, era amiga de intelectuais, vivia na noite carioca e, por tudo isso, deu a sorte de viver uma vida interessante. Deu sorte? Alguma, mas nada teria acontecido se ela não tivesse peito. E ela sempre teve. Ao menos, metaforicamente.

Pessoas com vidas interessantes não tem frescuras. Elas trocam de cidade. Investem em projetos sem garantia. Interessam-se por gente que é o oposto delas. Aceitam um convite para fazer o que nunca fizeram. Estão dispostas a mudar de cor preferida, de prato predileto. Começam do zero inúmeras vezes. Não se assustam com a passagem do tempo. Sobem no palco, tosam o cabelo, compram passagem só de ida.

Para os rotuladores de plantão…um bando de inconseqüentes. Ou artistas, o que dá no mesmo.

Ter uma vida interessante não é prerrogativa de uma classe. É acessível a médicos, donas de casa, operadores de telemarketing, professoras, fiscais da Receita, ascensoristas. Gente que assimilou bem as regras do jogo (trabalhar, casar, ter filhos, morrer e ir pro céu), mas que, a exemplo de Groucho Marx, desconfia dos clubes que lhe aceitam como sócio. Qual é relevância do que é nos perguntado numa ficha de inscrição, num cadastro para avaliar quem somos? Nome, endereço, estado civil, RG, CPF. Aprovado. Bem-vindo ao mundo feliz.

Uma vida interessante é menos burocrática, mas exige muito mais.


(22 de março de 2006)

Sexta-feira, Dezembro 18, 2009

Por uma vida um tanto menos ordinária

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[Ao som de Beautiful, por Josh Zandman.]


Esses dias eu conheci um mocinho na balada. Muito educado, gracinha, alguns anos mais jovem. A aproximação dele aconteceu de forma direta e gentil, muito bem orientada. Desde o início ele sabia o que queria e exalava a confiança (talvez proveniente da extrema beleza) de que podia qualquer coisa que quisesse... Alguns minutos conversando comigo, ele tentou um beijo. Não dei.

Não sei dizer ao certo porque sequer troquei telefone com ele. Talvez -- apesar do meu desejo -- eu tenha usado aquela situação pra refletir e perceber que o discurso feminista que a gente sustenta tanto, aquele mesmo da independência e iniciativa feminina, pode gerar o efeito contrário muitas vezes.

A gente estava tendo uma conversa deliciosa... Mas quando o amigo chegou com seu olhar de reprovação vc-tá-nessa-ainda e o moço se deu conta que havia passado 30, 40 minutos conversando apenas comigo em uma boate lotada de gente (leia-se muitas possibilidades) retraiu-se. Fui educada e simpática, agradeci a companhia e saí.

Por que contar essa história? Porque eu acho que toda mulher merece um cara que gaste mais de 40 minutos, insistindo, conhecendo e se deixando conhecer antes de tentar colocar a língua dentro da boca dela. Nada contra a filosofia do "ficar"... Mas é que hoje eu vejo que a nossa vida perdeu boa parte do romance. E da corte, do flerte, da conquista, da sedução... As relações são quase todas fast-foods, e a gente tem tanta fome de viver, que vai atropelando fases e vai atropelando tudo. E mata -- sem se dar conta -- o tempo necessário pra perceber se aquela história podia ser mais... Se o cara era legal, ou você era legal... vai saber.

Eu acho que eu tô ficando careta. Nunca achei que eu fosse dizer isso, mas tô. Acho que a gente veio "deseducando" os homens durante todo esse tempo, e deixou tudo tão fácil, tão disponível e tão acessível que matou todo o encanto...

Por que simplesmente não beijar o cara quando estiver com vontade? Por que relutar em atender a cada desejo e necessidade nossa (inclusive sexual) no instante mesmo em que elas aparecem? Afinal, não somos mulheres modernas? Respondo.

Porque depois de um tempo, a maioria de nós reclama de solidão e vazio. E não entende por que ele não percebeu que você é incrível e te convidou para a festa da empresa. E se sente abandonada, sozinha...

Fazer um almoço completo, com uma salada gostosa, uma massa com molhos, temperos e a proteína escolhida, pode dar o trabalho de ir pegar os tomates frescos na feira, marinar o peixe, lavar as folhas, misturar condimentos, mas traz uma experiência e um sabor que não podem ser comparados ao de passar no drive-thru daquela loja de sanduíches e ingerir em dois minutos o cheeseburguer com bacon.

Eu não quero beijos fast-food, não quero sexo fast-food. O cheeseburguer pode ter lá o seu espaço e o seu charme, mas é barato, gorduroso, faz mal pro coração e deixa a gente se sentindo feia e inchada no dia seguinte. Como nós, os homens também querem ser sacudidos até perderem o juízo, também querem se sentir vivos. Também querem se apaixonar e -- por mais que neguem -- encontrar aquela que enlouquecerá suas cabeças. Me chamem de quadrada, mas eu não acho que vai ser a moça cuja língua ele conheceu antes mesmo de dar oi. A mesma moça que depois, em casa, vai ficar se perguntando porque histórias incríveis só acontecem no cinema.

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(Ao moço dos olhos azuis que conheci numa noite de quarta em dezembro naquela boate do lago, saiba... eu teria dado o meu telefone a você.)

Quarta-feira, Dezembro 16, 2009

Sinto, logo existo; Ou diálogo intemperado sobre emoções, celulites e outras divagações

[Ouvindo The Fray, She is.]




Fabio diz: Lena, que foto fantástica !!!
. Lena diz: legal né? gostei tb
Fabio diz: a melhor que eu já vi ! barrou a que vc morde um fio !!! tipo, se prepara... vai chover admiradores !
. Lena diz: engano bem então? risos
Fabio diz: ah, fala sério... vc tem boa consciência sobre si mesma !
. Lena diz: risos... o pior é q hje passei o dia me sentindo um monstrinho... já teve desses?
Fabio diz: claro ! bad hair day, swollen day, hahahahaha... mas pra homem isso é muito mais fácil
. Lena diz: hahahaha
Fabio diz: é uma questão natural e evolutiva, homens são seres visuais e mulheres são seres competitivos, portanto mulheres têm que estar sempre maravilhosas
. Lena diz: eu tenho um pouco de celulite, isso tá me incomodando, muito, muito mesmo
Fabio diz: vou ser muito sincero, MUITO, as celulites são visíveis ?
. Lena diz: claro, toda bunda enorme tem celulite, não tem jeito
Fabio diz: bom, eu nunca vi o tamanho da sua bunda... rs (cuidado, esses assuntos de bunda nunca terminam bem... hehehe) mas ok, vc tem celulite visível na bunda, já foi num dermato pra ver ? qual o grau ou nível da sua ?
. Lena diz: fazendo tratamento... mas eu tipo queria q elas sumissem até janeiro... hahahaha
Fabio diz: eu não sei quantos existem, mas eles existem, nível I, II, II ... Lena, terminando a minha sinceridade
. Lena diz: acho q 2
Fabio diz: os homens não se importam com esse nível ! não mesmo ! as mulheres sim... vc quer ficar bonita pra outras mulheres ou pros homens ? (não vem me dizer que é pra vc...)
. Lena diz: pras mulheres, pros homens, pras máquinas fotográficas etc etc etc
Fabio diz: vc acha que os homens comentam entre eles sobre elas ?
. Lena diz: claro q não, comentar não, mas faz diferença sim
Fabio diz: não faz nada ! nem no aspecto comparativo !
. Lena diz: ah q isso
Fabio diz: é sério
. Lena diz: tipo 10 meninas na praia, na piscina, sei lá... 9 lindas... 1 com a bunda cheia de celulite, vc olha pra qual?
Fabio diz: eu, Fabio ? ou qualquer um ?
. Lena diz: qualquer um... tô falando de como é q faz diferença
Fabio diz: eu olho pra mais interessante e com certeza conversaria com as 10 antes de pensar qq erotismo, gostosas de vitrine normalmente são ruins de cama ! rs(desculpe a franqueza e o assunto)
. Lena diz: hum
Fabio diz: não estou fazendo nenhuma generalização, é claro... não existem regras rígidas, é apenas a minha estatística.
. Lena diz: é q assim... eu vou passar férias com umas pessoas meio estranhas
e já vou estar me sentindo desconfortável e tal, e a minha bunda ainda tem celulite??? hellooo né... risos
Fabio diz: hauhauhauhuhauhauhauhauhauhuha... (gargalhadas...)
alguma delas lê o seu blog ?
. Lena diz: sei lá
Fabio diz: elas conhecem o seu perfil pessoal ?
. Lena diz: sei lá, faz diferença?
Fabio diz: claro que faz ! tipo, qq homem com o mínimo de critério perceberia que o seu nível de "interessância" é altíssimo só lendo o seu blog
. Lena diz: sorrindo
Fabio diz: não é um elogio vazio... pode até entender como um crítica construtiva... Você é umas das pessoas virtuais mais ecléticas que eu conheço
Fabio diz: tipo, eu acho incrível vc não ter um namorado com tantos atributos, acho que aqui no Rio isso seria impossível
. Lena diz: sorrindo de novo... tô tendo q fazer um esforço pra nao recusar o elogio...
"dia do monstrinho" risos
Fabio diz: fala sério, olha pra sua foto e mata o mostro !
. Lena diz: :)
Fabio diz: mas me diz uma coisa vc gostaria de um relacionamento sério ? existe homem admirável pra Elenita ?
. Lena diz: claro ué
Fabio diz: respondeu qual pergunta ? rs
. Lena diz: eu sou muito mais normal do q os textos podem me "vender" ... respondi a segunda
Fabio diz: e a primeira ?
. Lena diz: a 1a depende da 2a
Fabio diz: risos, muito boa resposta... o fato de existirem várias facetas suas atrapalha na admiração de um homem ?
. Lena diz: como assim?
Fabio diz: eu acho que vc é multifacetada... DJ, doutora, mulherão, escritora , pensadora livre... cada faceta deve admirar um tipo de homem diferente e talvez isso atrapalhe na admiração de um mesmo homem por um período continuado... é só uma especulação... ok ?
. Lena diz: ah Fabio... não me julga mal pela comparação q eu vou fazer, tá?
mas eu adoro aquela cena... Julia Roberts no Notting Hill dizendo pro Hugh Grant
Fabio diz: sim... diga
. Lena diz: I'm just a girl standing in front of a boy asking him to love her... é só isso... gostar de alguém q goste de mim de volta, parece complicado?
Fabio diz: não, parece simples demais quando não deve ser
. Lena diz: risos... lá vem vc filosofar coisas difíceis
Fabio diz: ah, nem estou filosofando... eu acho que essa frase é perfeita, mas ela é consequência e não causa
. Lena diz: explica
Fabio diz: the girl wants one specific boy to love her !
. Lena diz: é....
Fabio diz: only one
. Lena diz: é.
Fabio diz: logo, primeiro é necessário "reconhecer" esse cara
. Lena diz: mas gostar de alguém nao é preencher uma lista com atributos, e reconhecer é uma coisa de sentir, nao de caçar ou de... sei lá... eu acho q se vc estiver aberto/a
Fabio diz: claro ! vc está certíssima
. Lena diz: vc sente.



Se você estiver aberto... você sente. Num é?



Segunda-feira, Dezembro 14, 2009

Recomendação de Natal

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"Havia pessoas ruins no mundo e pessoas boas no mundo. Fomos criados acreditando nisso. Se as pessoas eram más, nós as tratávamos como se fossem o próprio mal ou alvo de caridade: se elas eram más e ricas, eram o mal. Se eram más e pobres, eram caridade. O Cristianismo esteve sempre certo; estávamos sempre acima de todos os outros. E eu odiava isso, odiava com toda força. Tudo em minha alma me dizia que isso era errado. A mim parecia tão errado quanto um pecado.

Eu queria era amar todo mundo, eu queria que tudo fosse legal. Sei que isso soa como tolerância, mas é exatamente o que queria. Eu queria tolerância. Eu queria que todo mundo deixasse os outros em paz, independente de suas crenças religiosas, independente de suas afiliações políticas. Eu queria que as pessoas gostassem das outras. A mim o ódio parecia fruto da ignorância. Eu estava cansado de ver a ética religiosa ser utilizada como ferramenta para julgar as pessoas.

Eu estava cansado de líderes cristãos se valerem de princípios bíblicos para preservar seu poder, para separar uma linha na areia separando o exército bom do ruim. A verdade é que eu tinha encontrado o inimigo na floresta e descoberto que ele não era o inimigo."


(Trecho do livro "Como os pinguins me ensinaram a entender Deus". Guardo comigo e compartilho, como reflexão.)

Domingo, Dezembro 13, 2009

E de uma aprendizagem ou o livro dos prazeres...

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"Sabia também calar-se para não se perder em palavras" (CL)

Sábado, Dezembro 12, 2009

Don't worry Be happy

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Música aqui.


Sentada no chão da sala, atônita. Acordei animada e cheia de energia hoje... sabe aquelas coisas tipo "a gente nasceu pra ser feliz e viver cada dia como se fosse o último, porque ele pode ser"?

Notebook no colo, separava músicas pra festa onde vou tocar mais tarde. Pelo orkut, uma aluna me conta que um outro aluno -- muito, muito querido -- no dia anterior faleceu. Acidente de moto, ela disse.

Sinto um choque. Porque... a morte é e traz pra gente uma perspectiva de suspensão do estado natural das coisas, porque muda, altera, transforma nossa perspectiva de mundo. E de repente é como se cada idiotice, cada orgulho, cada adiamento nosso perdesse a razão e o objetivo de ser....

Entrei no twitter do fagner e lá estava ele falando todo feliz da moto nova... "Vivendo rápidas emoções." Alegre, sorrindo. E vc pensa... ele tinha 20 anos.... primeiro semestre da faculdade, primeiro emprego, primeiro tudo, 20 anos.... Parece injusto, totalmente injusto.....

Esse texto pra variar é só um desabafo meu no meu blog. Uma reflexão, um choro, um lamento. Mas eu queria aproveitar pra fazer ele significar de alguma forma pra quem passar por aqui e estiver lendo, queria dividir a reflexão com que se despede o Fagner, aos 20 anos, no orkut...

"in every life we have some trouble,
when you worry you make it double
don't worry, be happy"

[Em cada vida nós temos problemas
Quando você se preocupa você faz com que seja em dobro
Não se preocupe, seja feliz]


Que a gente nunca esqueça isso... Que ame e viva intensamente. E que ele esteja em paz. Amém.

Segunda-feira, Dezembro 07, 2009

Túnel do tempo

[Trilha sonora, aqui.]

E vasculhando rascunhos achei um e-mail que datava de agosto de 2004. Acho que salvei porque há nele de uma forma amarga mas verdadeira coisas que hoje eu gostaria de trazer de forma mais leve... Para que não se percam (e não se dissipem), compartilho.

Que a gente tenha sempre a sabedoria para crescer nas direções necessárias... Que a gente tenha. E que a gente realmente constantemente aprenda que ternura não é fraqueza e fragilidade muito menos. Apenas requer da gente é muita força e uma dose grande de coragem para abrirmos mão das certezas e corrermos o risco de sermos esmagados pelas avalanches do acaso... Ou de simplesmente não sermos. De simplesmente não sermos. Amém.

*

Em 02/08/2004,


Olha, realmente você foi sincera comigo quando disse que era uma pessoa difícil, o problema é que você é uma ótima pessoa, mas quer sempre ser "a difícil" e acaba não sendo sincera com você mesma.

É O SEGUINTE:

VOCÊ QUER SEMPRE SER A MAIS FORTEEEEEEEEE,

tanto que não sou burro que percebi claramente (isso qualquer um poderia perceber) que o dia que vc ficou triste e disse que sua viagem nao ia ser como planejada era porque [...] ... mas pq será que não quis me dizer?? Se eu já tive a coragem de chorar na sua frente ...

se conselho fosse bom ninguém daria né? cobrava...
(a essa hora vc estará pensando: quem disse que eu quero um conselho seu, né?)

mas aceite pois apesar de ontem eu ir comprar cigarro e o cara da padaria pedir meu RG pra ver se eu ja tinha dezoito "cara de menino"... eu sou um homem e penso como todos eles, apesar de não agir sempre, eu penso:

NO SEU PRÓXIMO RELACIONAMENTO DE AMIZADE OU PAIXÃO SEJA MAIS SINCERA E
ACEITE A SINCERIDADE DE SEU COMPANHEIRO... E... NÃO QUEIRA SER TÃO FORTE

C.B.

E ainda sobre a coincidência significativa...



... o desequilíbrio faz parte do equilíbrio. Ilustro melhor o que digo ao comparar com o equilibrista de circo. Ele chega de uma ponta até a outra de maneira "perfeita", ou seja, sem cair. Mas durante o percurso ele desequilibra e parece que irá cair algumas vezes. Com serenidade e, muitas vezes, sorriso no rosto, se reequilibra e não cai. O desequilíbrio faz parte do equilíbrio... (Aceitar esse fato transformou a minha vida!)


[Relendo desvairios e ouvindo Ever the same...
Acima, outra foto do Nardelli.]


*



E quando eu fui atrás do link da música que eu ouvia, achei o vídeo que reproduzo aqui. Lindo e sensível... Chorei, e chorei, e chorei. O amor é um sentimento humano e é preciso preservar o humano. Não importa de onde e de que forma ele se manifeste.
Motivada pelo vídeo e emocionada com as cenas -- todas da minissérie L Word -- mais uma vez eu repito, com todo o meu ser, todo o meu espírito e todas as forças do meu coração... Homofobia? Já era.




Domingo, Dezembro 06, 2009

Simples... diariamente.

Eu tinha escrito um texto enorme enorme, mas ficou tão confuso e descobri era só pra mim mesmo. Ficou nos rascunhos. Fui buscar num texto antigo depois trechinho do que eu ainda não tenho, mas acho bonito e leve...

Meu desejo de domigo é esse aí: ser simples, bonita e leve.

Fica a citação (a confusão permanece comigo) e uma música boa pra vocês.


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*
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"Pouco a pouco foi adormecendo de doçura, e a noite era bem dentro. Quando a noite amadurecesse viria o véu mais cheio de brisa da madrugada. Por enquanto, ela estava delicadamente viva, dormindo." [C.L.]

"Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles." [C.L.]


Amém.

Sábado, Dezembro 05, 2009

De trilhas sonoras

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Angel on my shoulder, aqui .
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É que eu desço as escadas que me colocam diante de todas as possibilidades do mundo... Não, eu não estou preparada, mas pouco me importo com isso. Me inebria uma sensação de não pertencimento que antes apavorava, mas agora me retira das amarras do receio e do susto que as convenções insistem em fazer aprisionar... mas não a mim. Não agora. Não hoje.

I have an angel on my shoulder, but a devil in my head.... e me sinto bem... demais.

Terça-feira, Dezembro 01, 2009

Sobre a política dos panetones

Sem querer arar terra para a volta sacralizada de Joaquim Roriz, a pior "coisa" que já aconteceu a Brasília, acho que vale a indignação, a mobilização e a visita:

Chega. Mais corrupção, não.

Segunda-feira, Novembro 30, 2009

do mar que me leva....


só li hj o seu poema... chorei. (ter uma amiga como vc é entender q a amizade é o tipo mais sublime de amor...) obrigada. por mim.


Eu quis chorar contigo.

Das lágrimas que quase não consiguiram sair dos teus olhos castanhos.
De medo desta vida louca.
Destes sentimentos que quase não entendemos. E fingimos. E fugimos.
Quis entender a diferença entre as pessoas naquele teu olhar.
Quis entender o erro dos meus pensamentos e atitudes.
Quis entender o nosso erro.
O motivo das tuas lágrimas tímidas
e das minhas inconcebidas.
Eu quis chorar contigo.

[Presente da Camila... aqui.]

Sobre o argumento de que só existem pessoas sem cérebro em Reality Shows

[Resposta postada em 26/09/2009,
Blog do Paulo Ferraz.]


Muito bom seu texto, Paulo. Mas será mesmo isso? Sem querer desmerecer o Marcelo, para mim o melhor participante de todos os tempos do BBB foi o Jean. Duvido muito que ele tenha se prestado a coisas que não fossem compatíveis com a sua dignidade (brincar de ventríloco? não creio).

O programa está entrando no décimo ano e eu já fui de crítica total (na 1a edição) a quase telespectadora habitual (na última).

Com muito cérebro (minha titulação deve servir pra indicar alguma coisa...), decidi que nesta edição queria ver qual era... Se não me chamarem, isso não quer dizer que o programa só esteja interessado em asneira... Pode indicar, simplesmente, que - por motivos vários - outros perfis de candidatura chamaram mais atenção? Não?

Já passaram pela casa pessoas com as mais diversas profissões, acho até chato a gente jogar todo mundo numa mesma sacola e sugerir que eram todos "burros" desse jeito....

Cada um, cada um. Cada um com seu mérito. Minha favorita no último programa, a Priscila, podia não ter uma formação acadêmica que impressionasse, mas rompeu em rede nacional alguns tabus importantes. Ver em 2a lugar com seu lá qtos milhões de votos uma mulher com atitude de Lilith (a 1a mulher de adão na mitologia, a proscrita, o súcubo) e não de Eva (a "culpada" pelos males do mundo, mãe, q se anula) me fez vibrar com o programa.

Se isso faz de mim uma pessoa fútil e vazia? Na superfície ou no fundo... assim não somos todos nós? Fúteis e vazios?

O fato é que a maior parte do mundo acadêmico se enche de empáfia e se acha melhor que os outros... Um programa cheio de intelectuais arrogantes não me interessaria nenhum pouco. Sinceramente.

Beijos,

Elenita Rodrigues (Doutora em Linguística)

vulgo Lena Bahirah (DJ e fútil... absolutamente fútil... Amém!)

Jardim